TRADUÇÃO: Camila Cabello concede entrevista à Entertainment Weekly

09 set 2017

Em entrevista recente para a revista americana Entertainment Weekly, Camila Cabello fala sobre sua história, sua carreira – tanto no Fifth Harmony quanto como artista solo -, sobre seu mais novo single Havana, e muitas outras coisas. Confira abaixo a tradução completa da matéria publicada pela revista:

CAMILA CABELLO

Nada de lágrimas aqui: Depois de sair do Fifth Harmony, a cantora de “Crying In The Club” está terminando seu álbum de estreia para outubro – e ficando quieta sobre a performance shady do seu antigo grupo no VMAs.

DESTINO DISNEY WORLD
Camila Cabello, 20, passou os primeiros anos de sua vida indo e voltando entre Cuba e México. Quando tinha 6 anos, foi passar férias na Disney World – Pelo menos foi o que sua mãe lhe disse. Ao invés disso, ela e sua mãe nascida em Cuba emigraram para Miami, onde seu pai, nativo do México, se juntou a ela 18 meses depois. Apesar de ser muito jovem para realmente perceber o que estava acontecendo, Cabello (nascida Karla Camila Cabello Estrabao) se lembra de contar os dias para a chegada de seu pai em um calendário e de aprender inglês com ajuda de desenhos americanos. “Isso era legal”, ela ri. E não se preocupe: Ela eventualmente acabou visitando o Lugar Mais Mágico do Mundo.

ENCONTRANDO SEU X FACTOR
Cabello, que se tornou uma cidadã americana em 2008, nem sempre foi uma artista confiante. Durante seus anos de infância em Havana, Cabello se lembra de ver seus pais dançarem em reuniões familiares e ficar bem longe da pista de dança. “Eu era super tímida. Eu chorava quando eles saíam para dançar, por algum motivo” ela diz com uma risada. Anos depois, ela começou a explorar seu lado musical em segredo, cantando músicas sozinha em seu quarto quando seus pais iam ao mercado. Então ela descobriu a história de sucesso de One Direction no The X Factor e pensou, “Eu poderia fazer isso”. E fez: Em 2012, Cabello competiu no programa, em que ela e outras quatro garotas foram colocadas em um grupo que se tornaria o Fifth Harmony. “Isso meio que quebrou minha concha”, ela fala da experiência.

POR CONTA PRÓPRIA
Depois de fazer dois álbuns top 10 com 5H, Reflection em 2015 e 7/27 em 2016, Cabello saiu do grupo no último dezembro em uma divisão estranha. (No MTV Video Music Awards do último mês, as integrantes remanescentes abriram a performance fazendo um quinto membro cair do palco; Cabello se recusou a comentar.) Apesar de não ter perdido o gosto por colaborações – seu single de estreia Crying In The Club, foi co-escrito com a Sia, e a música OMG tem o rapper do Migos, Quavo – agora ela levanta sozinha grande parte do peso. “O que percebi é que ela é uma verdadeira artista”, diz Joey Arbagey, o vice-presidente executivo de A&R da Epic Records. “Você definitivamente vai perceber que ela é uma compositora incrível.”

DOCES EMOÇÕES
Assumir um papel ativo no processo criativo dá a Cabello uma chance de mostrar o que ela chama de “essência de mim”. Explica a cantora: “Não há nenhum lado meu que eu não tenha mostrado aqui. É impossível estar vulnerável e falar como você realmente está se sentindo naquele dia em frente a uma câmera, e isso é algo que só consigo fazer através da música.” Fãs podem se surpreender com alguns dos lugares sombrios que o álbum visita. “Não tem como você ter um colapso nervoso em uma entrevista”, ela diz, “mas pode ter um colapso nervoso em uma música.”

A CAMINHO DE CASA
Uma das músicas mais próximas ao coração de Cabello é “Havana” (já lançada), uma viciante e liderada por piano ode à capital Cubana, que ela visitou pela última vez quatro anos atrás em uma viagem que ela chama de humilde. “Queria que fosse uma música que ligasse como era brincar na minha casa quando era criança ao tipo de música que escuto agora”, diz Cabello. A música, com a participação do rapper Young Thug e produzida por Pharrell Williams, “passou por pelo menos nove versões diferentes” antes de ser lançada. “Queria que fosse algo que ninguém mais conseguisse fazer”, ela explica.

CONTANDO SUA HISTÓRIA
Cabello estima que mais ou menos metade do seu álbum tenha o mesmo sabor latino que “Havana”. Honrar sua herança é uma grande prioridade com este álbum. “Eu só tento compartilhar minha história com a plataforma que tenho, seja através de entrevistas ou pela minha arte, e deixar que as pessoas saibam que me orgulho de ser quem sou”, diz Cabello, que ano passado se pronunciou sobre a necessidade de uma reforma de imigração. “Quanto mais as pessoas compartilharem suas verdades, melhor. Quanto maior representação, melhor.

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