The Telegraph UK faz seu review do “CAMILA”.

11 jan 2018

O álbum de estreia de Camila Cabello é pop com um pouco de salsa – Review.

Mesmo se você não ouviu algo sobre Camila Cabello, há grandes chances que você tenha ouvido o seu hit solo de estreia “Havana”. Uma fatia sensual de pop latino foi uma das músicas de 201,7 difícil de escapar e botou a cantora Cubana-America no topo das paradas nos dois lados do Atlântico.

Apesar de ter apenas 20 anos, Cabello já é uma veterana de reality TV, girl groups e colaborações. Ela fez parte do Fifth Harmony, um grupo montado por Simon Cowell na versão americana do X-Factor. Assim como muitos grupos manufaturados, Fifth Harmony aproveitou um razoável estranho e anônimo sucesso, as personalidades individuais das artistas se resumiram a uma fantasia atrevida.

Cabello (a mais talentosa vocalista do grupo) logo expressou suas ambições solistas, com aparições em colaborações com o ídolo pop Shawn Mendes e o rapper Machine Gun Kelly. Ela saiu do Fifth Harmony em 2016, acompanhada de relatórios conflituosos em relação a se ela “pulou” ou “foi empurrada”.

Porém, passar de ser parte de um grupo para o estrelato solo é sempre desafiador. O seu primeiro álbum, primeiramente agendado a ser lançado no ano passado, sob o suposto melancólico título “The Hurting, The Healing, The Loving“, foi retirado; recolhido com o despertar do sucesso de Havana. Finalmente o álbum aparece agora como “CAMILA“, a capa sensual insinuando uma mudança no coração sobre a melhor maneira de comercializá-la.

Os créditos revelam as equipes usuais por trás do grande pop intercambiável de hoje (com muitos como nove compositores em cada música). O que é surpreendente, devido a esta receita nos estúdios, é que ainda há um sabor nesse caldo.

A característica mais distinguível da Camila é uma linda leveza em seu toque. A bateria é discreta e regularmente ausente. O “tempo” continua resolutamente mediano. Não houve pressa para infundir influências caribenhas, com apenas toques de guitarras espanholas e batidas reggaeton em algumas músicas.

Também não há bombardeio de sintetizadores grossos. O espaço foi limpo para a arejada e alta voz de Cabello. O que não é típico para uma diva moderna, Cabello parece ter a intenção de exercer moderação. Ela pode fazer um tom baixo de Rihanna, mas sua especialidade é notas contendo respirações que flutuam; vibram em vez de soar gritantes. Apesar de ter sido mergulhada e processada através do autotune, sua voz transmite uma verdadeira intimidade.

Cabello teve sua participação na composição, e algumas músicas transmitem uma honestidade e vulnerabilidade encantadoras, talvez seja uma relíquia dos temas originais do álbum. Porém continua a existir um fosso entre a arte do pop comercial e a arte da composição confessional, e não há muita dúvida sobre qual foi priorizado no “CAMILA“.

Há, por exemplo, duas versões do seu novo single, Never Be The Same. Um melodrama sobre o amor viciante, a primeira versão contém a surpreendente imagem, “Nicotina, heroína, morfina, você é tudo o que eu preciso”. Porém na segunda versão, feita para as rádios, todas as referências às drogas foram removidas. Simon Cowell aprovaria isso.

NOTA: 3/5 estrelas, 60.

 

Fonte: The Telegraph UK. 

Tradução e Adaptação: Equipe CCBR.

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