The Guardian UK faz seu review do “CAMILA”.

12 jan 2018

Camila Cabello: Review do CAMILA – Hitmaker de Havana faz quebras parecerem fáceis.

Que girlband? A cantora que saiu do Fifth Harmony, contra todas as circunstâncias, realmente apareceu com coisas boas, de sentimentais baladas no piano ao animado reggaeton.

Para os críticos do picante momento quando uma manufaturada banda pop começou a dar errado. A rabugenta saída de Camila Cabello em 2016 do grupo que grupo proveniente do X-Factor US, gerou ricos frutos. Teve de tudo. Primeiro, o curioso som de um membro de uma banda pop manufaturada protestando que estar em uma banda pop manufaturada está sufocando sua capacidade de expressão própria, como se elas pensassem erroneamente que estavam entrando em um experimental quinteto de livre improviso ao longo dos versos do AMM. O curto período em que todos envolvidos começam a agir como se um membro de uma banda manufaturada acaba saindo é uma tragédia humanitária que deve ser prevenida a todo custo: de acordo com um reporte da Billboard, a gerência do Fifth Harmony fez de tudo, quase demandando uma missão de paz das Organizações das Nações Unidas, insistindo que a banda levasse um terapeuta na estrada e organizando algo referido como um “venha conhecer Jesus” com o CEO da Epic Records, LA Reid. A divertida batalha no entretenimento alcançou um novo pico quando Fifth Harmony performou ano passado no MTV VMAs com uma anônima figura de Cabello no palco, a qual imediatamente foi jogada do palco, como se tivessem usado uma snipper e lhe dado um tiro.

E finalmente, existe a tentadora expectativa de um álbum da que partiu amargamente, tocar no passado recente de maneira que Robbie Willians fez depois de sair do Take That. Em algum ponto, a estreia solo de Cabello estava indo para ser lançada sobre o título intencionalmente voraz “The Hurting, The Healing, The Loving”, enquanto uma faixa agendada para aparecer nele, chamada “I Have Questions”, deixava suas antigas companheiras de banda saberem em não incertos termos: “Por que você não liga? Eu dei tudo de mim.., Eu nunca deveria ter confiado em você”, etc…

Mas isso era antes de outra faixa, suavemente lançada como um single promocional, foi como uma supernova. “Havana”, com o apoio de Young Thug, brincava com as raízes cubanas de Cabello, com toques de pop latino atual tornou-se um daqueles singles que entram nos charts e com teimosia, recusa-se a sair: meses depois de ter surgido, ainda continua no top5. Foi um sucesso grande o suficiente para estabelecer Cabello como uma artista em seus próprios limites, não uma ex-membro de girlband, o que parece tê-la feito repensar seu álbum. O título foi mudado para “CAMILA” e é duro não se perguntar se o tom geral também mudou com ele. Certamente, “I Have Questions“, surdinamente desapareceu, e você procura quase em vão por qualquer coisa parecida. Só Real Friends bate com a descrição com seus versos que parecem com noites na estrada onde ela se sente sozinha.

Ainda assim, alguém desapontado pela falta de declarações amargas sobre a vida na girlgroup de Simon Cowell vai ser modificado pelo forte álbum pop que “CAMILA” é. Ele bate o ponto em menos de 40 minutos e seu tempo curto é algo estranho no meio das tendências que álbuns pop tem de durar 18 meses, cheios de aparições de convidados e várias tentativas para você experimentar tudo de uma vez. Somente a um pouco chata “Into It” parece o lugar comum entre outros pontos, tudo que Camila faz, ela realmente faz bem.

A produção é atraentemente discreta e esparsa, grande em guitarras acústicas e montagens fantasmagóricas de eletrônicas à deriva e vocais de apoio tratados. A balada de piano “Consequences” é um inesperado triunfo: evitando os melodramas comuns, o vocal de Cabello é controlado, delicado e afetante, enquanto o acompanhamento vagamente relembra, de todas as coisas, Asleep dos The Smith. As músicas na veia com toque latino de Havana, o balanço do reggaeton de “She Loves Control” e “Inside Out“, nunca soam como servis imitações, desesperadas para recapturar a mágica criadora de hits. E na verdade, a última música citada é uma das melhores coisas aqui. Fofa, mas charmosa, exala uma espécie de sinceridade soprosa, o que não é uma característica ruim, considerando que, como todas as faixas aqui, são manufaturadas envolvendo um vasto exército de compositores de aluguel.

Talvez encorajada pelo vasto sucesso de “Havana“, Cabello desenvolveu o hábito de transportar-se em seu álbum de estreia fosse de forma clara um anúncio pessoal descompromissado, livre de pressões que foram trazidos para fora pelo Fifth Harmony. Isso foi um pouco grosso. Cabello conseguiu um crédito pela composição em cada música, um raro acontecimento em seu antigo trabalho, entretanto “CAMILA” é claramente um álbum pop feito de maneira tradicional, de um comitê, com um olho sempre focado no comércio. O elenco de apoio apresenta todo mundo, da colaboradora de Ed Sheeran, Amy Wadge, até Ryan Tedder, e aqui está alguma coisa que todos estão falando sobre a crueldade com uma sucessão de músicas que falharam em vender cópias o suficiente e foram extraídas da tracklist final.

Isso não importa. Camila é um desses momentos em que a ideia do comitê encontrou ouro: inteligente o suficiente para evitar esconder as peculiaridades para perseguir as tendências, é um produto da fábrica pop que não soa o mais do mesmo.

Nota: 4 Estrelas, 80.

 

Fonte:  The Guardian

Tradução e Adaptação: Equipe CCBR

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