Rolling Stone faz seu review do “CAMILA”

17 jan 2018

Com apenas 20 anos, Camila Cabello já é uma veterana na guerra de estrelas pop. Nascida em Havana, criada em Miami, ela estourou com o grupo feminino Fifth Harmony, que foi formado no The X Factor, onde conseguiu vários hits como “Reflection” e “Work From Home“. Mesmo que Cabello fosse o maior perfil do Fifth Harmony, esse grupo não foi criado para durar, e Cabello quebrou isso em uma das saídas mais bagunçadas e cheias de indiretas dos recentes anos. Isso não foi exatamente um beijo e tchau: Quando Fifth Harmony cantou no VMA no último outono, elas subiram ao palco com um quinto membro anônimo, então a jogaram ao palco antes de tirarem seus capuzes para cantar “Angel“.

O álbum de estreia super aguardado de Cabello é uma afirmação pessoal, discreto e maduro mesmo infundido de ritmos de sua herança Cubana-Mexicana. Seu smash hit de 2017 “Havana” é o centro, enquanto usa piano com o Young Thug. Camila é um pop lustroso que chega ao ponto, apenas 10 músicas com uma faixa de 3 minutos cada, evitando convidados famosos ou produtores de grande nome. Dada as colaborações que ela já fez com grande estrelas como Pitbull (Hey Ma), Shawn Mendes (I Know What You Did Last Summer) e Machine Gun Kelly (Bad Things), é uma surpresa que Camila é tão despojado, sempre focando em sua voz. Ela deixa algumas das músicas que já lançou de fora, como “I Have Questions” e “Crying In The Club“. Ela também desfez o título melodramático que já havia anunciado: The Hurting. The Healing. The Loving.

Cabello não quer pessoas festeiras – “Havana” é o mais próximo de uma música dançante no Camila. Ela fica íntima do regaetton em “She Loves Control” ou a tropical “Inside Out“, onde ela mistura inglês e espanhol. Embora ela tenha contado a Rolling Stone que ela procura por um “bom balanço entre o emocional e o feliz”, essa garota definitivamente coloca mais do seu coração no emocional. Cabello tem uma queda por melancolia nas baladas no piano, como em “Something’s Gotta Give” (sua chuva de novembro poderia atear fogo na noite”) e “Consequences“, onde ela pondera o preço alto do amor: “Lenços sujos, problemas de confiança.” Ela também usa um estilo Ed Sheeran no lamento acústico “All These Years” e a quente “Into It“, onde ela diz, “Não sou vidente mas me vejo em cima de você.”

Cabello realmente atinge o passo em “Never Be The Same“, que parece uma música de Brian Eno, com o produtor Frank Dukes (novinho do seu recente trabalho com o Melodrama, de Lorde e More Life, de Drake). Cabello sussura como o amor acaba com os químicos do seu cérebro. É Camila Cabello no seu melhor – mesmo em seu maior tormento, ela soa totalmente confiante e totalmente ela mesma.

Nota: 3.5/5

 

Fonte: Rolling Stone

Tradução/Adaptação: Equipe CCBR

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